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November 11th, 2006

Frase do dia

There is not enough time to do all the nothing we want to do.
Bill Watterson

Melhor passar mal do que sobrar

Parentes de Pelotas visitando. Mãe, pai e filhas sem vontade de cozinhar (da vontade do filho não sabemos, porque não havia idéia de onde ele poderia estar). Sair pra jantar.
Minha sugestão de ir ao Marco's, no Shopping Total, teve uma receptividade inesperadamente boa: foi aceita por aclamação. Faz horas que eu quero comer lá, mas não consigo encontrar disposição pra pagar pra comer lá. Quando fui pra Rio Grande até pensei eu almoçar no Marco's original e botar na conta do cliente. Aliás, não sei porque ainda não fiz isso.
Me impressionou a quantidade de gente esperando por mesa. Esperamos quase 45 minutos, acomodados num deque estiloso do lado de fora. Soprava um ventinho chato, mas as taças de vinho (Valduga Cabernet Sauvignon 2004, bonzinho) nunca se esvaziavam, então estava bom. Pedimos uns bolinhos de peixe pra tapear a fome, e todo mundo ficou feliz.
(Tá, a regra deve dizer que não se toma vinho tinto com peixe, blablabla, mas a Célia Ribeiro não tava na nossa mesa, e a conta não ia ser paga por nenhum autor de Manuel de etiqueta. Então estava tudo bem bom.)
Mortos de fome (mesmo), fizemos o pedido ainda na rua, então uns 15 minutos depois de termos chegado à mesa nossos pratos já estavam prontos.
Um dos pratos era uma coisa quase artística: camarões enrolados em fios de batata! Pra começar, tente imaginar o trabalho da pessoa que fez os fios super finos da batata. Depois pense na complicação que é enrolar camarões com aqueles fios.
Se tem uma máquina que faz isso, eu não quero saber. Pra mim, o cara que elaborou o prato é o herói culinário do ano e ele tem que existir.
Aliás, esse é o prato que estampa os outdoors deles. Prestem atenção na rua.
Além desses camarões, tinha um linguado com uma com uma crosta crocante e um molho que eu não consegui identificar do que era feito, e um ensopado ou caldeirada. Tudo muito, muito bom
Comi até não aguentar mais, porque é melhor passar mal do que deixar sobrar comida. Nem teve espaço pra sobremesa.
Fiquei com medo de perguntar o preço da conta.
Na hora de ir embora (como já é a praxe na família, éramos os últimos - ou penúltimos no restaurante), eu tive vontade de levar comigo a tranqueirinha que eles disponibilizam pra pendurar bolsas na mesa. Acho que se eu tivesse pago a conta, teria levado sem peso na consciência. Fica pra próxima.

Nova incursão no mundo das audiências

Vou considerar a experiência anterior como uma pré-estréia, já que eu só apareci bem bonita (bem bonita mesmo), dei oi, e fui embora. Segunda-feira vai ser diferente: é a estréia de verdade (a não ser que aconteça alguma tragédia com o juiz, com a "criente" ou comigo). Dessa vez espero me lembrar do compromisso não só no meio da tarde, que é pra eu poder sair de casa com o modelito adequado. Não dá pra chegar na sala de audiências com a roupa errada.
Dessa vez sai de qualquer jeito, e vou até poder interrogar testemunhas (meu deus, o que eu vou perguntar pras criaturas?!).
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E cá estou eu, sábado de manhã no escritório, blogando enquanto espero a cliente, uma florista que se atrasou porque uma noiva (aiai...) chegou de última hora.
A culpa da reunião nesse dia e horário indecentes é toda minha. Fui eu que marquei.
Eu sou uma vergonha pro mundo dos vagabundos, eu admito...

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