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November 22nd, 2006

Cinema

Nos últimos 15 dias, assisti a bastante coisa. Pela ordem de "antiguidade":

* O ano em que meus pais saíram em férias
Super bacana. O piá é muito fofo. Mas gostei mesmo da amiga dele. Na primeira cena ela parece mais uma garotinha simpatiquinha que foi colocada no roteiro só pra não deixar o piá perdido no meio dos adultos. Mas ela é do mal, lidera o bando de piás do bairro.
A história é legal, mostra o drama do guri (cujos pais fugiram do país) sem muita choradeira. Super duper.

* O Grande Truque (The Prestige)
Digam o que quiserem, eu não sou parâmetro pra nada. Mas gostei desse filme, por mais inverossímeis que sejam algumas coisas nele. Não me importa.
Esse conta a história de dois mágicos que competem pra ver quem é o melhor. Lá pelas tantas um deles faz um truque incrivelmente bom, e o outro se desespera pra conseguir copiar. De alguma forma, ele imita o truque, mas sempre desconfiando que, na verdade, ainda não conseguiu descobrir o segredo do rival. E por ai vai alguma confusão e alguma tragédia.
Com a Scarlett Johansson, Hugh Jackman e Michael Caine. Inverossímil, mas azar.

* Os Infiltrados (The Departed)
Elenco estelar: Leonardo DiCaprio, Matt Damon, Jack Nicholson, Mark Wahlberg e Martin Sheen. Martin Scorsese diretor. Tem tudo pra ser maravilhoso. Mas é uma bosta. Duas horas e meia de pura pretensão do diretor, com uma história muito fajuta.
O filme é sobre um membro da máfia irlandesa infiltrado na policia estadual. Jack Nicholson tá bem como o chefe do bando (eu adoro chefes de bandos!). Mas a historinha é palha. Existe um infiltrado da máfia na polícia, e um da polícia na máfia. Um tenta descobrir quem é o outro. Tem tudo pra ser um filme legal. Se tivesse meia hora a menos, e metade as "sacadas geniais", acho que teria sido bem melhor.
Existem cenas do tipo "um suposto mocinho é morto por um suposto mocinho, que é morto por um amigo do suposto mocinho, que por sua vez é morto por alguém que ninguém sabe como foi parar no local". Além disso, os policiais se matam, literalmente, e na polícia não existe nenhuma menção a inquérito pra apurar o rolo. Abusam da boa vontade de quem está assistindo.
A crítica achou maravilhoso. Eu não.

* Uma verdade inconveniente (An inconvenient Truth)
Filme do Al Gore sobre o aquecimento global.
É panfletário, óbvio, mas por uma ótima causa. Atendendo a um pedido do filme, digo-lhes: assistam. É bem legal, vale a pena. Se tiverem amigos americanos, implorem pra que eles vejam. Além de tentar conscientizar as pessoas sobre os riscos do aquecimento global, e dar sugestões de como cada pessoa pode contribuir para atenuar o problema, o filme acaba fazendo uma grande propaganda em favor dos democratas (fora Bush, e eventual sucessor).

* Volver (Volver)
Super hiper muito bonito. Pedro Almodóvar dirige, Carmen Maura, Penélope Cruz e mais outras moças atuam.
O último filme que eu tinha visto dele é O que eu fiz para merecer isto (¿Qué he hecho yo para merecer esto!!). Os dois são muito parecidos em certos aspectos. Interessante é que, no papel de mulher que sofre e tem um marido crápula, que em Volver é da Penélope Cruz, estava a Carmen Maura.
O ambiente familiar é um deus-me-livre. Pedofilia, incesto, drogas. Tudo isso sempre em torno da famíla em ambos os filmes. Também em ambos, o marido é assassinado por uma mulher da família. Tudo estourando na mão da mulher.
Mesmo que em alguns pontos semelhante a todos os demais filmes de mulher que o Almodóvar faz, esse é muito bom. Tem umas sacadas bacanas, e todas as coisas que, em algum ponto, parecem não fazer sentido, são esclarecidas, eliminando detalhes inverossímeis que botariam o filme a perder, cuidado que o Martin Scorsese não teve.
O melhor desses últimos dias, e talvez o melhor do ano.

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Faça o teste do livro "Porque os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor", e descubra se o seu cérebro é masculino ou feminino.
Apesar de toda essa aparência patricinha/perua, não se pode mentir para o próprio cérebro: eu penso como menino. Não que eu seja um menino, mas meu cérebro está entre a neutralidade e a masculinidade, de acordo com o teste.
Infelizmente, a parte de raciocício lógico é de menina mesmo (o teste não disse, mas nem precisaria).

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O ônibus do ano

Depois de já ter viajado num Unesul pinga-pinga, via Nova Prata (=estrada de chão), sem ar condicionado ou banheiro, e com as poltronas pichadas, que consegue fazer uma viagem de 5 horas durar 9, finalmente o mundo me recompensou. Na quinta passada fui a Camboriu. Logo na compra da passagem, o atendente me disse que a empresa estava com uma promoção, em que se paga por ônibus comum, e se viaja num semi-leito.
Eu durmo de qualquer jeito, e me ajeito em qualquer canto, mas é sempre bom ter um pouco mais de espaço. Já achei legal.
Quando entrei no ônibus, vi que tinha alguma coisa na minha poltrona. E só a minha poltrona, e não na do lado. Já estava começando a xingar o fiodaputaqueseadonoudomeulugar quando percebi que as coisas eram manta, travesseiro (melhores do que os de qualquer classe econômica em aviões) e lanchinhos! Como só tinha um, presumi que, além de ninguém ter roubado o meu lugar, eu viajaria sem ninguém pra importunar do lado. Como de fato aconteceu.
No fundo do ônibus, uma geladeira com copos d'água.
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A viagem de volta foi num ônibus do mesmo tipo. Mas tinha crianças malignas falando e berrando de felicidade por conseguirem se entreter com qualquer besteira. Eu quis roubar o gibi que uma das piás estava lendo, mas ia ser uma choradeira.
Num momento eu comentei baixinho calem a boca, crianças dos infernos, mas acho que uma das piás me ouviu. A guria ficou me olhando, apavorada, e eu olhava de volta, fazendo a cara de mau. E ela ficava mais apavorada ainda.
Quando cansava de apavorar a criança, eu tentava dormir. Mas a alegria das gurias não ajudava.
Conclusão 1: minha meta de obrigar as crianças de até 12 anos a viajarem SEDADAS em aviões deve ser estendida também para ônibus (inclusive esses coletivos urbanos, acho).
Conclusão 2: PRECISO começar a providenciar as balinhas com sonífero da tia Luciana. As mães vão me amar. Aliás, todos os passageiros vão ficar muito felizes. Todos só têm a ganhar.