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December 19th, 2006

Quem falou em inferno astral não sabe nada. Ou é só a minha sorte, que me ajuda até quando eu tenho azar.
Domingo, por volta das 13:00, peguei um táxi pra vir pra casa - ainda com o modelito Barbie princesa que tinha usado na formatura que eu fui na noite anterior, acrescido de antenas com pompom. Chegando na frente do condomínio, umas pessoas param pra perguntar onde fica a FAPA. Comecei a explicar (eles perguntaram ao motorista, mas eu, naturalmente, precisei me intrometer) de dentro do carro, mas resolvi sair, pro motorista poder ir trabalhar. Paguei e sai meio apressada, triste por deixar o ar condicionado e entrar no mundo real (além do calor normal, 3 saias de tule, mais 2 de tecido grosso me ajudaram a construir minha sauna móvel particular).
Tarefa cumprida, cheguei em casa, joguei a bolsa no quarto e esqueci da vida.
Ai pelas 17:00 resolvi conferir se não tinha nenhuma chamada não atendida no celular. Tranco ele na minha suíte, que fica isolada do mundo, e nunca escuto. Quando fui procurar o telefone, cadê?!
Na verdade, nem fiz muito esforço procurando em lugares improváveis. Liguei pra mim mesma e uma voz estranha atendeu. Meu celular estava com a Estela, no Bourbon Country. Foi encontrado dentro de um táxi.
Muito gentil, a Estela disse que me esperava chegar ao Bourbon pra me entregar o telefone. De fato, foi o que ela fez.
Não sei quem é essa moça, mas é uma pessoa boa no mundo. Ano passado, quando perdi meu celular super mega legal que tinha trazido da viagem, menos de uma hora depois, liguei pra ele e ninguém me atendeu. Nunca mais vi o telefone.
E domingo, eis que a gentil e educada Estela encontra meu celular tão feinho, e me devolve, sem nenhum tipo de chantegem. É de pessoas legais assim que deve ser feito o mundo.
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Hoje à tarde fui ao fórum, pra variar. Além da bolsa, eu tava com uma pasta plástica e um livro, que ganhei de presente do Chefe na semana passada. Ótimo livro, e veio até com uma dedicatória.
Quando me dei conta, estava saindo do fórum SEM o livro. E eu não podia perder aquel livro. Não tinha nem acabado de ler, e era um presente, e tinha dedicatória, e.. e.. e... E eu tinha que ir pro Shopping Total me encontrar com a minha irmã para a indiada do dia: comprar um presente de amigo secreto ás vesperas do Natal.
Azar. Eu sempre me atraso, e a Cla sabe disso. Era pelo livro, oras!
Refiz mentalmente o meu caminho. Estive em diversos andares, e parei em alguns telefones públicos dentro do prédio. Sendo o local um fórum, e o livro, uma obra über importante sobre o mundo jurídico, quase nula a chance de eu rever meu presentinho se eu o tivesse esquecido perto do orelhão.
Mas não pensei no pior. Primeiro fui na portaria, otimista, perguntar se não havia sido deixado um livro por ali. Não, não havia.
Dai fui pro segundo andar, onde tem banco. Entrei no caixa eletrônico do Banco do Brasil, mas nada por lá. Dai fui ao Banrisul, onde tinha ido pagar uma guia. Por sorte, o banco no fórum funciona até mais tarde, e as tias ainda estavam por lá. Perguntei pra vigia se alguém sabia de um livro perdido e... sim, sabiam!
Alguma boa alma o viu e guardou, em vez de surrupiá-lo. Obrigada, boa alma.
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No fim, me atrasei pra encontrar a Cla, mas porque a Ju, uma das minhas numerosas primas, entrou no MSN pra avisar quando vinha. Bom motivo.

Campanha pelo conforto no Verão 2006/2007

Depois do estrondoso sucesso obtido nas campanhas 2002/2003 e 2005/2006, faço o lançamento da campanha pelo conforto no verão, etapa 2006/2007.
Mas, Luciana, o que é a campanha pelo conforto no verão?
A campanha pelo conforto no verão busca trazer alívio para as pobres mulheres que precisam estar lindas e maravilhosas em seus belos e assassinos sapatos de salto de adultas. Eis a proposta da campanha: saia de casa com seu modelito fino e chique, e escolha os sapatos mais adequados. Killer sapatos, se necessário.
Mas saia de casa de... chinelos! Sim, chinelos. Carrege os sapatos numa sacola muito bonita, e calce-os assim que chegar ao local de trabalho. Por que no trabalho tem ar condicionado, e você passa muito tempo sentada. Nem dá tempo de sentir o desconforto.
Na hora de ir embora, acomode seus Manolos-wannabe na sacola muito bonita e saque os chinelos novamente.
Uma observação importante: se estivéssemos na Europa, não seria necessário escolher o sapato. As próprias Havaianas são o calçado fino e cool. As pessoas vão em festas badaladas com Havaianas. Vâo em casamentos de Havaianas. Pagam fortunas por Havaianas. Então, não há motivos para constrangimento em desfilar nas ruas com seu modelito escolhido a dedo, acompanhado de bonitos chinelos. Não há motivos para constrangimento.
Eu já aderi à proposta, e minha vida está muito melhor agora.