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January 7th, 2007

Plano de reveião

Quarta-feira, dia 27 o namorado ainda não sabia onde ia passar o reveião. Grande probabilidade de ficar em Passo Fundo.
Não era meu programa preferido, e, diante da enrolação do namorado, achei que ele tava é fazendo corpo mole pra passar o ano-novo sem mim. Resolvi procurar o que fazer.
O melhor programa pareceu aceitar o convite da Flávia pra vir pra Floripa. O Uli propôs uma semana em Buenos Aires, mas seria muito gasto e muita correria. E muita cara-de-pau minha de ficar uma semana de folga.
Programa escolhido, precisava dar um jeito de chegar. No fim da tarde de quarta nenhuma empresa tinha mais assentos disponíveis pra noite de sexta. O melhor que consegui foi um lugar num ônibus que saia as 13:00. Ou iria na quinta à noite, de carina com uma amiga da Flávia.
Não morro de amores pela idéia de viajar longas distâncias de carro, mas era uma opção possível. O outro empecilho seria faltar trabalho na sexta. Tinha algumas coisas pra fazer, e seria chato não ir. Na volta pra casa, resolvi que ia de ônibus sexta à tarde. Preguiçosa que sou, não quis voltar na rodoviária pra comprar a passagem. Preferi tentar a sorte (num momento desses?!) e deixar pro outro dia de manhã.
No outro dia de manhã, pra evitar que perdesse a viagem, tentei ligar para a empresa, saber se ainda tinha passagem. Depois de mais de meia hora ligando e não sendo atendida, peguei o auto, a Bruna e suas malas, e fui comprar a passagem. Já podem adivinhar que o meu lugar no ônibus estava me esperando. Só mais dois assentos disponíveis: o meu e o do último sortudo.
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Feliz da vida com a minha passagem, levei a Bruna pro asilo político na casa da Millu.
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O Chefe super manero disse que não tinha problema eu ir trabalhar só na manhã de sexta. E mais: disse que se eu ligasse pra um certo cliente, eu poderia voltar só na outra semana. Liguei na hora. Ele não estava, mas conversei com a esposa dele. Contou mesmo assim. Iupiiiiii, férias!

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Indo para o reveião

O grande problema foi fazer a mala. Não tinha bem certeza de quanto tempo ia ficar fora. Só sabia que precisava levar modelitos praia e modelitos cidade, porque em Floripa tem as duas possibilidades. Muito, muito difícil escolher.
Depois de muita enrolação, consegui escolher pouco menos da metade das minhas roupas de verão. Passava das 4 da manhã quando foi possível considerar a bagagem pronta.
Dei água pras plantas (recomendação expressa do meu pai, se eu ainda quisesse ter uma casa para voltar em 2007) e fui dormi.
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Sono leve, morrendo de medo de perder a hora. Não podia perder a hora para o trabalho, porque isso significaria perder o ônibus . No fim, deu certo, consegui acordar. Fui pro trabalho com meu contâiner, fiz algumas coisinhas, e fui pro fórum, para os últimos atos de 2006.
Na volta, suicidamente, resolvi parar num salão de beleza pra cortar os cabelos. Não podia começar o ano com aquele cabelo feio, sem corte, com pontas tão quebradas.
Não tinha muita certeza do que fazer com o cabelo, só queria cortar. Acabei fazendo uma franjinha, mas detestei. Além de ter ficado desesperada com o tanto de cabelo que foi cortado (embora soubesse que aquela parte feiosa merecese mesmo ser expurgada).
Sai de lá pouco depois do meio-dia, atrasada, e insatisfeita com o corte. Mas não dava tempo pra ficar reclamando.
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Cheguei no escritório quando tava recebendo uma mensagem do Chefe, que precisava de uns papéis que estavam comigo.
Nem deu tempo de terminar o que eu tinha pra fazer. Pedi pra secretária dar uma mão, e me mandei. O taxista leu a pressa na minha testa, e cheguei na rodoviária ainda em tempo de colocar uma roupa maloqueira e confortável para a viagem.

O Cotovelo Assasino

Tudo parecia ok com a viagem de ida. Do meu lado tinha uma menina que pareceu bem bacana, foi bem gentil comigo.
Nerd descontrolada, bati um papo no msn no palm, via gprs do celular. Um milhão de reais, mas ajudou a passar o tempo. Dormi um outro tanto da viagem, quando de repente... O COTOVELO DA GURIA ESPAÇOSA (=GORDA SEM NOÇÃO DE ESPAÇO) começou a me encostar.
Aaaargh, tenho nojo de pessoas desconhecidas no ônibus me enconstando! Tentava me convencer de que, por ela ser maior que eu, natural que precisasse de mais espaço. Mas não colava. Talvez aceitasse o uso do encosto por aquele cotovelo enormeAaaaaaaargh!
Pô, encosto de braço divindo duas poltronas de ônibus é espaço neutro, não deve ser usado por ninguém. É como se fosse a faixa de Gaza. Se meter lá é pedir confusão.
A situação era a seguinte: a moça espaçosa colocava seu braço no encosto, e o cotovelo entrava no meu território. E fatalmente acabava enconstando em mim (argh). Às vezes ela se distraia e tirava o braço do encosto. Daí eu colocava o meu cotovelo ali, E A GURIA ME ENFRENTAVA, COLOCAVA AQUELE BRAÇÃO FEIO NO MESMO ESPAÇO QUE EU ESTAVA OCUPANDO. Ela se sentia legítima dona da faixa de Gaza (quando todos sabem que nunca vai ser possível determinar quem é o legítimo dono do lugar). E eu não fiz nada, porque ela era grande e, durante a viagem, aquela cara de boazinha foi se transformando numa feição tirana e maligna. A única vitória que consegui foi pedir pra ela tirar a mochila enorme do MEU território. Não que eu estivesse meeeeesmo usando a parte onde tava a mochila dela, vocês sabem que eu sou baixinha e pequena, meus pés nem alcançam o piso do ônibus se a poltrona ta reclinada. Mas era o meu território, eu não podia aceitar mais uma turbação na minha posse. Pro resto da viagem ela ocupou a faixa de Gaza e viajou com os brações bem folgados. Mas as pernas foram esmagadas. BEM-FEITO!

Florianópolis, here we come!

Cheguei em Florianópolis, fui resgatada na rodoviária, e fomos direto pra casa na praia.
O Campeche continua quase o mesmo de como eu lembrava. Uma ou outra coisa nova, mas continua um lugar com cara de devagar, bem diferente do norte da ilha, sempre bombante.
Uma das boas novidades é uma pizzaria na rua da casa onde a gente tava. Jantamos lá na primeira noite.
Aproveitei os dias de solteirice pra sair de batom (cosmético inútil quando se vai sair de casa com a certeza de beijar alguém) e comer coisas que deixem bafão, especialmente aquilo que leva alho. E assim foi a primeira janta: gloss nos beiços, e, pra comer, pizza de alho de óleo (dentre mais uns 2 sabores). Muito boa a comida, muito bom o preço, e, a quem interessar possa, muito bons os garçons. Av. do Gramal, esquina com Pequeno Príncipe.
Se forem ao Campeche e quiserem comer pizza, vão lá.
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A primeira manhã foi de preguiça. Acreditem ou não, fui a última a levantar, mas acordei antes do meio-dia. Quando sai dos meus aposentos, todo mundo já estava na piscina. Ficamos largateando e nos enrolando um bom tempo. Quando enchemos o saco de ficar na piscina, em virtude do enxame de abelhas por perto, o Rick e a Fer foram "dormir", e eu e a Flá ficamos estiradas nas redes.
No fim do fim da tarde finalmente fomos pra praia. As pessoas que não usam aparelho foram comer milho verde, e eu fiquei de guardiã das tralhas.
Como as pessoas que usam ou usaram aparelho devem saber, um dos poucos prazeres que nos é negado é o de comer milho verde. Isso é especialmente triste na praia, quando todos estão felizes com seus milhos, enquanto nós, bocas de lata (ou cerâmica, em casos mais finos), sofremos sentindo o cheirinho, e lembrando dos dias alegres em que tinhamos esse direito.
Pra sacanear, além de demorarem MUITO, vieram comendo seus milhos, sabendo que eu não poderia fazer o mesmo, e que estava morrendo de fome.
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Voltamos pra casa pra nos arrumarmos, e jantarmos na Lagoa. A boa notícia ficou por conta do chuveiro, que só permitia temperaturas muito quente ou muito fria.
Muito quente era quente mesmo. Assim, tomamos banho frio todos os dias.
Eu acho que essa era uma estratégia da Suzana (dona da casa, mãe da Flávia) pras visitas economizarem água e luz. Mas, como eu tava lá de graça, nem reclamei. No fim, todos sobreviveram ao banho frio, e nossos cabelos e peles ficaram muito gratos.
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Fomos jantar na Lagoa, na av. das Rendeiras. Passamos por diversos restaurantes, e acabamos parando no que tinha jeito de ser mais limpinho. Tava vazio, o que acabou sendo muito positivo, porque a comida veio rápido, e o atendimento foi muito bom. pra variar, comi toda a minha parte, e mais aquilo que os outros não quiseram. Como me concentrei na anchova, nem cheguei a ficar mal.
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Fiquei impressionada com a fila de carros saindo da Praia Mole. É normal o congestionamento na saída da praia quando o sol se foi. Mas às 10 da noite ainda tinha uma fila imensa de carros indo em direção à Lagoa. Onde vai esse povo todo?!