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January 8th, 2007

O dia do reveião

(Esse blog parece uma versão online dos folhetins que eram publicados nos jornais. Cada dia um pedaço da história)
No dia do reveião, como no anterior, fui a última a acordar. Ainda estava em estado de preguiça na beira da piscina, quando a Flá avisa que meu celular tocou. Número estranho, 048 alguma coisa. Curiosa, liguei de volta. Era meu namorado lindo, que ligava pra avisar que finalmente tinha decidido passar o reveião em Camboriú, e estava me convidando pra ir pra lá.
Suuuper parceira das amigas, adivinhem só?! Aceitei o convite.
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A utilidade da nerdice
Decidida a viagem, precisava saber qual o horário dos ônibus. Peguei a lista telefônica, que não tem o telefone da Estação Rodoviária exposto de maneira facilmente encontrável. Em "Estação Rodoviária" ou "Terminal Rodoviário" não constava. Liguei pro 102, que me deu um número que não atendia.
Desde antes de abrir a lista telefônica, eu sabia q a resposta certa era Google. De fato, fui inútil resistir. Só gastei o dinheiro da mãe da Flávia ligando pro (não) Auxílio à Lista.
Feliz da vida por usar o gprs do celular, dessa vez com motivo nobre, acessei o Google pelo palm (dá pra entrar em wap.google.com também, mas a tela do telefone é muito pequena), e logo descobri quais as empresas que faziam a linha Floripa-Camboriú, e os telefones (talvez os horários também estivessem disponíveis, mas o navegador é limitado, e a conexão lenta demais - EDGE ou EV-DO já!). Liguei, descobri os horários, e logo sai com a Flá pra comprar camarões para o almoço.
Com 30 reais, compramos camarão pra quatro pessoas, e ainda sobrou pras gurias fazerem um risoto na janta. O mesmo preço que uma pessoa pagaria por um rodízio de camarão na Lagoa.
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Comi e sai correndo pra arrumar minhas coisas. Amiga super parceira e hóspede inconveniente, deixei a mala na casa, e viajei só com uma mochila. Coloquei o máximo de coisas possível no espaço exíguo (pra usar só a metade do que levei), joguei mais umas tranqueiras na bolsa, e corremos pra rodoviária. Saímos com tempo de sobra, se o caminho estivesse ok. Mas em cima do laço se houvesse congestionamento.
No fim, deu tudo certo, cheguei a tempo.
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A viagem foi tranquila, sem cotovelos me tocando. A guria do lado tinha noções de civilidade e geografia política de poltronas, o que contribuiu pra que o percurso fosse agradável.
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Camboriú, pra variar, estava incrivelmente cheia. Muito, muito cheia. Demoramos um tempão pra ir da rodoviária até a casa.
Quando conseguimos chegar, nos juntamos às pessoas q estavam na sala de jogos. Eu e a Bianca (cunhada) fizemos uma partida de sinuca histórica. Deve ter sido o pior jogo de sinunca da história da sinuca (sic). A maior parte das bolas caiu porque a outra errou a tacada e não acertou em nada. Ou foram gols contra. Incrivelmente ruim.
Depois de sobrarem só 3 bolas na mesa, abolimos todas as outras regras. O importante era apenas encaçapar a própria bolinha. Só. Sem penalizações pra erros, sem nada. Apenas acertar a bola!
E demorou... Teve um momento em que a gente não conseguia jogar, porque ficava dando risada da situação vexatória.
No fim, depois de muito esforço, eu ganhei. Mas não posso nem me orgulhar disso, que foi um jogo muito feio.