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March 11th, 2007

O peso da idade

Depois de pouco mais de 2 meses sem escrever, ta na hora de tirar um pouco da poeira por aqui.
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O nível de monguice aumentou muito depois de eu ter feito 25 anos. A maior prova disso é a quantidade de vezes em que tranquei o carro com a chave dentro. Foram TRÊS em menos de 60 dias. O lado bom é que estou aumentando minhas habilidades de marginal, e hoje eu sei arrombar meu próprio carro com uma mixa ou com uma chave aleatória.
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A primeira vez que eu tranquei o bólido com a chave dentro foi na famosa viagem para a praia com a Millu (aquela em que cada uma de nós levou uma mochila e uma bolsa, pra ficar menos de 24 horas longe de casa). Pensei que tinha sido só um acidente de percurso, mas nos útlimos meses, a velhice bateu forte, e consegui repetir a façanha diversas outras vezes.
Na primeira delas, esqueci a chave dentro do carro quando ele já estava na garagem. Logo que cheguei em casa nem me preocupei com a chave, imaginei que tinha deixado jogada junto com todas as tralhas no quarto. Só fui me dar conta do problema uns 2 dias depois, quando quis sair de carro de novo. Revirei as bolsas, procurei em cada canto do quarto, e nada. Dai pensei em procurar dentro do carro. Pimba!!! Lá estava.
Mão de vaca e comodista, preferi sair a pé a ir até um chaveiro e pagar para que ele abrisse o carro.
Por fim, quase uma semana depois do sucedido, minha irmã me fez o favor de chamar o chaveiro para resolver o problema.
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A segunda vez foi muito mais divertida. Sábado, por volta de 8 e meia da manhã, estacionei na Garibaldi. Sai do carro,  em direção ao escritório, e antes de virar a esquina, me dei conta de que faltava alguma coisa... Sim, eu tranquei o Porsche com a chave dentro EM PLENA RUA! Pra minha sorte, tinha um chaveiro na rua de trás. Fui correndo, torcendo pra nenhum marginal ver que algum motorista mongo tinha trancado o carro com a chave na ignição.
O maldito cobrou O DOBRO do que o chaveiro aqui perto de casa. Dei uma chorada, fiz um draminha pra ver se o chaveiro fazia um desconto, mas não adiantou. 30 mangos pela rateada. Mas, na parceira, ele ME DEU A MIXA QUE TINHA USADO PRA ABRIR O CARRO. E assim, caros amigos, dei meu primeiro passo na vida do crime: além de carteira, espelho e telefone celular na bolsa, passei a carregar uma mixa, para poder arrombar meu próprio carro, se necessário.
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A terceira vez, de novo, foi dentro da garagem de casa. Eu tinha certeza de que tinha feito o check-list da chave, mas deve ter sido só uma ilusão. No dia seguinte, não encontrei as chaves do carro. E também não encontrei a mixa! Pensei que estivesse na bola com a qual a Cla tinha saído, mas nem ela tinha saído com a tal bolsa, nem a mixa estava lá. Desolada por, mais uma vez, ter que marchar numa grana por causa da monguice, resolvi tentar uma última saída.
O bólido tem uma chave para abrir a porta, e uma para a ignição. Na vez em que chamou o chaveiro, a Clá fez uma cópia da chave da ignição. Peguei a cópia, e decidi que ia abrir a porta de qualquer forma.
E, tcharan... abriu!!!! Leitores, apavorem-se. Avanço a passos largos no caminho do crime.
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Também teve um vez em que fui acordada pela minha mãe no meio da madrugada. Ela me pediu a chave do carro (que, dessa vez, eu tinha), e perguntei por quê.
Por quê?! Porque a senhorita Atenciosa, daquela vez, tinha trancado o carro e levado a chave. Mas esqueceu-se de puxar i freio de mão. Na hora em que meus pais chegaram, viram o carro parado no meio do caminho. Só não bateu em nenhum outro porque há um desnível para cima entre as vagas e a via de passagem. Minha mãe ficou apavorada, pensou que eu tivesse passado mal dentro do carro. Mas era só desligamento mesmo, eu estava dormindo feito uma pedra na minha cama.

Comprinhas!

Ontem comprei um desses sapatos sem salto e com bico redondo. Super meigo e fofo, mas não tenho certeza se vou usar muito. Espero que não tenha gasto em vão. Mas ontem sai da loja com o calçado nos pés. É um bom sinal.
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Passei quase uma hora na outlet da Arezzo. Depois de muito procurar, encontrei o que parecia ser uma boa compra: um chinelo com a tira cor de rosa algodão doce, super confortável, por R$ 29,90. Antes de pagar, dei um último passeio pela loja e encontrei MEU SONHO DE CONSUMO desse verão: um chinelo de oncinha. Na loja, ele devia custar por volta de 100 mangos. Na outlet, 39 dinheiros. E ai, o que fazer?!
O problema é que, ciente da insanidade que seria pagar 100 reais por um chinelo de oncinha, me contentei em comprar uma rasteirinha com sola de onça, tiras douradas e um lacinho. Também era bastante perua, e custava só 20 reais. Nâo imaginava que fosse encontrar o amor da minha vida, num preço que coubesse no bolso.
Depois de alguns minutos de indecisão, acabei optando pelos chinelos rosa algodão doce. Na fila do caixa, quase morrendo por ter de ouvir Tania Mara, descobri que a sola dos chinelos estava descolando. Fiquei puta da cara, e fui embora sem comprar nada.

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Estado de stress

Mas nem tudo foi feliz e engraçado nesses últimos meses. Tive um inédito diagnóstico de stress. É impressionante, porque eu achava que já tinha passado por tempos muito mais extenuantes do que os últimos 60 ou 90 dias. Mas, dessa vez, o stress somatizou, e manifestou-se enfeiando meu pé direito. Depois de 2 meses com umas feridinhas que não saravam, achei que poderia ser interessante procurar um médico. Procurei, e, realmente, as feiúras não eram culpa dos sapatos.
O ápice do terror foi na semana retrasada, quando um alien foi gerado no meu pé, exatamente no meio da sola. Duas bolhas grandes (e mais duas pequenas) resolveram formar uma área de conurbação, e o resultado foi uma coisa muito feia e incômoda.
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O pé está em tratamento, e já começa a tomar feições bonitas e delicadas. Acho que o período de stress também acabou, então é possível que eu volte a ter um par de pés bonitos. E volte a ser uma pessoa motivada para escrever no blog. Nesses últimos tempos, apesar de várias coisas blogáveis, eu não andava muito empolgada para escrever. Espero que agora eu volte a postar com freqüência.
Afinal de contas, para uma pessoa com o meu nível de vagalidade, passar por um período de stress é uma mancha vergonhosa no currículo. Eu sempre me orgulhei de ser uma das pessoas mais boa-vida que conheço, e não posso deixar esse título ir por água abaixo.