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March 26th, 2007

Cada vez mais caduca

Sexta-feira fui acordada por um telefonema de um primo às 07:45:
- Esteja pronta, que às 11:00 eu to passando ai.
- Quá?
- Tu não tinha dito que ia pra Foz comigo, caso teu pai não fosse? Pois ele não vai.
- Aaaaaah... Putz, nem lembrei, acho que vou ficar em casa.
...
A monga tinha esquecido de uma viagem que combinou no domingo anterior! E eu bem sabia que meu pai não iria, porque ele tinha combinado de pescar com os amigos (ele chegou em casa com tranqueiras de pesca e minha irmã prontamente localizou a trilha sonora adequada)...
Pulei correndo do sofá e vi que meu pai já estava cedendo meu lugar pro meu irmão. Eu não tinha falado nada com o Chefe, então não tinha certeza se poderia ir. Acabei combinando com o mano que, caso eu não fosse, ele iria. Liguei pro primo e pedi para ele passar lá em casa, que alguém iria, com certeza.
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Tomei um banho e corri pro escritório. 08:30 eu já estava aqui. Às 9 liguei para o chefe e ele liberou a viagem, com a condição de eu trazer uma muambinha pra ele.
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Consegui a proeza de viajar com uma mochilinha!!!! Dentro dela, toalha, um par de tênis, um vestido, três blusinhas, pijama e underwear e um casaquinho (básico).
O melhor de tudo é que não sobrou nem faltou nada. Fiquei muito feliz com a minha evolução. Estou voltando aos meus tempos de mochileira chinela (creiam, eu já passei por essa fase!).
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O Xando atrasou só uma hora. Para os padrões dele, significa nada.
E lá fomos nós para mais uma longa e rápida viagem da Tigretur!
Importante apresentar a Tigretur (viagens rápidas para pessoas sem tempo). As excursões são sempre, e obrigatoriamente comanadadas pelo meu primo Xando, que é médico. E as viagens se assemelham à profissão: são rápidas como visitas de médico.
Quando de carro (99.99% das vezes), acontecem sempre no bolidãozão dele, que é tão confortável, mas tão confortável, que até o banco do meio atrás é tão bom quanto os demais.
Para que se possam bater os recordes da agência de mais quilômetros em menos tempo, ele também, sempre e obrigatoriamente, dirige o carro.
(Eventualmente, mais um carro integra-se à excursão. Apesar de apreciar muito a companhia dos demais, infelizmente o dono-gerente-guia-e-motorista aborrece-se com freqüência nas não raras vezes em que precisa parar o carro, ou diminuir a velocidade para que o outros companheiros possam alcançá-lo.)
Para a filosofia Tigretur, carro vazio é desperdício de oportunidade: quanto mais gente, melhor. Assim, o coordenador-sócio-diretor-presidente-vitalício-e-motorista sempre busca sair com a lotação completa. Caso não seja possível, a Tigretur sempre dá carona aos hitchhikers de beira de estrada.
Na Tigretur os passageiros estão terminantemente proibidos de contribuir com a gasolina ou com o valor do pedágio. Caso isso insistam, podem ser convidados a se retirar do grupo.
A trilha sonora das excursões sempre e obrigatoriamente inclui música sertaneja. O gosto do passageiro praticamente não é levado em consideração.
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Notem que ela se confunde com a Bruscotur, pois não se trata de turismo chinelo (apesar de beneficiar primas bagaceiras como eu, que viajam de graça, sem pagar gasolina, hospedagem e entrada em diversos passeios). Mas a Bruscotur ficará muito feliz se algum dia puder se transformar em uma Tigretur.
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Mas porque diabos "Tigretur"?!
É que o sócio-fundador-dono-presidente-vitalício-guia-e-motorista vive chamando as pessoas que o cercam de "tigrada". Como a Tigretur só transporta amigos do dono, não há nome mais adequado.

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