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March 27th, 2007

A vida no interior

Ainda sobre a viagem.
Na sexta à noite dormimos na casa de uma tia, a mãe do dono da excursão. O lugar é tão tranquilo que dormiram COM A PORTA DA CASA ABERTA.
Na madrugada escutei passos na rua e corri para a janela. Era o CACHORRO.

Momento reclamação

As estradas as Argentina são maravilhosas. É engraçado perceber que, no Brasil, para chegar ao porto onde pegaríamos a balsa para los vecinos, a estrada é de chão com pedregulhos. Na Argentina, entretanto, é tudo muito bem asfaltado, durante todo o trajeto.
Não dá pra acreditar que a uns 500 quilômetros de Porto Alegre existe um porto que dá acesso à Argentina e o caminho até ele não é nem mesmo sinalizado ao longo da estrada! Pra piorar, alguns poucos quilômetros finais são de estrada de chão. A não ser as pessoas da minha família, não conheço ninguém que tenha ouvido falar do Porto Soberbo. Isso não está nem em mapa!
Como é que uma saída do país vai ser tão chinela?! E não é uma saída qualquer. Este é o caminho mais curto para se chegar de Porto Alegre a Foz do Iguaçu y Ciudad del Este. O trajeto todo tem entre 750 e 800 km. Indo por dentro do Brasil eu não sei qual a distância, mas a volta é bem maior.

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Como eu já tinha explicado, a viagem ia num ritmo vertiginoso.
Sábado de manhã saímos bem cedo, pegamos uma balsa, e atravessamos o Rio Uruguai para chegar na Argentina. Depois de quase meia hora de bom humor hermano, fomos liberados para seguir viagem.
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Chegamos em Puerto Iguazu, e não tinha muita fila na aduana. Entramos em Foz, mas nem paramos para almoçar: fomos direto para TIJUANA!
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Em Ciudad del Este foi uma correria. Felizmente, tive tempo pra pechinchar na hora de comprar umas tralhas. Por outras eu simplesmente paguei o preço que custavam.
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Conheci a tal loja Mona Lisa. Nem dá pra acreditar que uma coisa frufru daquelas fica no meio do caos que é área da fronteira.
Quis comprar chocolates Godiva, mas eles estavam em falta. A segunda opção eram barras de 400g de chocolate suiço da Nestlé (que parece muito com o Lindt), que quebraram o galho.
E esse foi o almoço.
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Tralhas compradas, fomos para a fila da aduana, que era gigantesca. E durante o percurso crianças e adultos tentavam nos vender de tudo um pouco: cds, dvds, banquinhos, comida, água, pilha, tranqueiras que eu não sabia o que eram.
E tinha também as crianças que lavavam o vidro do carro. Uma dupla de marginaizinhos lavou o vidro dianteiro (sob nossos protestos) e se sentiu ofendida com o mísero real com que foi paga. Jogaram o dinheiro de volta dentro do carro!
Depois se puseram a lavar o vidro traseiro, e queriam nos cobrar DEZ DINHEIROS REAIS! Deixamos que reclamassem, e felizmente não fizeram nada de ruim ao carro.
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De lá fomos para as cataratas, que eu só conhecia do lado argentino.
O parque é incrivelmente LINDO, tem borboletas e coatis! É muito bonito e feliz e fofo!
Bichices à parte, o passeio é muitomuito bonito. Quero organizar um Bruscour pra lá, já andei até vendo preços de albergue. Eles têm até piscina!
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Depois do parque, fomos ao free shop em Puerto Iguazu, coisa muito mais chique e fina do que Ciudad del Este (excluindo a tal loja Mona Lisa). Comprei mais umas coisinhas lá, o primo também e, FINALMENTE, fomos atrás de um hotel. Era perto de 9 da noite quando nos instalamos.
Deixamos um dos passageiros lá, e fomos para a casa de outro primo, o que mora lá. Ele tem filhos FOFOS E QUERIDOS!
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Incomodamos um tempinho lá no primo, comi os restos de pizza da janta deles. Daí voltamos para o hotel e pegamos o outro passageiro para a nossa merecida e tão esperada janta.
Perto do hotel tinha um restaurante de comida espanhola, e pedimos Arroz Negro (minha sugestão). Ele é cozido com a tinta da lula, e servido com lulas, mariscos e camarões. Para "enfeite", camarões gigantes.
MARAVILHOSO!
Saimos do restaurante explodindo.
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Recolhemo-nos aos respectivos quartos, tomamos banho e eu e o primo fomos para o aeroporto buscar a Tina, irmã dele, que estava chegando de avião. O dia, que tinha começado às 07:00 no Brasil, passou por mais outros dois países, e acabou só às 02:00 da manhã do dia seguinte.
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Banho muito bom e camas confortáveis. Tinha tudo o que se espera de um hotel

Mais e mais evolução

A filha fofa e querida do meu primo tem 4 meses. QUATRO MESES! Não fala, não deve nem saber onde fica o nariz dela. E, por acaso, teve um momento em que coube a mim dar alguma atenção para a criança!
Pela primeira vez na minha vida, eu segurei uma criança no colo por mais de, ahn... 2 minutos. Jeitosa que eu sou com piás, tava toda errada, como medo de machucar a pobrezinha. Mas logo eu estava brincando com ela, e achando lindo. E, de repente, A CRIANÇA SORRIU PRA MIM!!!!!!!!!
Sim!!!! Eu estou me tornando uma pessoa melhor!!! Minha irmã sabe que, antes, as crianças olhavam pra mim e choravam. Hoje eu até sei pegar uma no colo, e ela sorri pra mim.
Foi muita emoção.
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Claro que o fato de ela ser um bebê muito quieto e bonzinho, não chorar nunca ajudou no processo. Mas não importa: ela SORRIU pra mim! Os bebês agora me amam!