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August 20th, 2007

7050 km em 11 dias - dia 1

Depois de algum tempo no escritório, finalmente tirei uns dias de férias. Férias mesmo, e não os constantes feriadões que eu sempre faço. Assim que o Xando, meu primo fã de viagens de carro longas e em curto espaço de tempo, falou que planejava uma viagem pela Argentina, logo me inscrevi na lista de passageiros. Consegui vaga, e fiquei contando os dias para a viagem.
07 de agosto chegou o dia. A saída estava marcada para as 14:00, mas nessa hora meu primo estava vendo algum paciente no hospital, e eu estava maluca tentando sacar mais de R$ 1.000,00 no Banco do Brasil, pra fazer câmbio depois. Quando cumpri todas as tarefas, peguei um táxi e fui corendo pra casa. Óbvio que não fez diferença, porque meu primo só foi chegar aqui as 17:00.
Completando a lotação do auto, meu irmão, Ana Carolina - amiga do primo e a dona Maria, também chamada de "mainha", mãe da Ana.
3 horas depois do previsto, saiu a excursão. A idéia era passear uns dias no Uruguai, depois ir ver as baleias francas em Puerto Madryn, na patagônia atlântica argentina. Na volta, passaríamos uns dias em Mar del Plata e Buenos Aires.
No dia 1, o plano era ir até Punta del Este. Apesar do mega atraso, o percurso foi cumprido com sucesso. Só paramos para abastecer, e no Chuí pra comprar chocolates.

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A vida de fina em Punta del Este
Punta era o único lugar onde tínhamos reservado hotel. Felizmente, foi bem fácil encontrar o lugar.
Descarregamos as malas, e logo procuramos algum lugar para jantar. Infelizmente, depois da 1 da manhã, numa terça-feira de inverno, Punta del Este não tem muitas opções gastronômicas a oferecer. Elas se dividem em fast food de posto de conveniência, e jantar no refinado e fru-fru hotel Conrad, aquele enorme, que tem um cassino.
A fome era grande, e também a cara-de-pau. Sujões, com nossas humildes roupas de turistas e cara de cansaço, resolvemos dar uma olhada no restaurante do Conrad. Estávamos preparados para ver algo como 15 dólares uma fatia de pão. Para a nossa surpresa, os preços eram acessíveis.
Claro que não é o preço de uma refeição no RU, mas para ser um local tão fino, e estar aberto tão tarde, era bastante aceitável. Ficamos por lá mesmo.
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A comida e o serviço estavam ótimos. Os garçons eram gentis até demais, a gente ficava sem graça. Eram do tipo que viam o copo vazio, e corriam para enchê-lo.
Ficamos bem nutridos e voltamos para o nosso hotel humilde, pobre porém honrado. Capotamos na cama.