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May 17th, 2008

Mais cantadas infalíveis!

Mais cantadas infalíveis. Essas só perdem para a da formiga e do pirata, que sem sombra de dúvida são as duas melhores cantadas da história
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01. Você é o ovo que faltava na minha marmita.
02. Eu beberia o mar se você fosse o sal.
03. Não sabia que flor nascia no asfalto.
04. Tô fazendo uma campanha de doação de órgãos! Quer o meu?
05. Nossa, você é tão linda que não caga, lança bombom!
06. Ohhh… essa muié e mais um saco de bolacha, eu passo um mês…
07. Você é sempre assim, ou tá fantasiada de gostosa?
08. Você é a areia do meu cimento.
09. Ahhh se eu pudesse e meu dinheiro desse!
10. Suspende as fritas…. o filé já chegou!
11. Você não usa calcinha, você usa porta-jóia.
12. Aê cremosa… Vou te passar no pão e te comer todinha!!
13. O que que esse bombonzinho está fazendo fora da caixa??
14. Você não é pescoço mais mexeu com a minha cabeça!
15. Sexo mata!!! Quer morrer feliz?
16. Vamos pra minha casa fazer as coisas que eu ja falei pra todo mundo que a gente faz?
17. Você é a lua de um luau…. Quando te vejo só digo - uau uau!
18. Nossa, quanta carne…. e eu lá em casa comendo ovo!
19. Essa sua blusa ficaria ótima toda amassada no chão do meu quarto amanhã de manhã!
20. Se você fosse um sanduíche teu nome ia ser X-Princesa…


Já to me preparando para o caso de vir homem na próxima encarnação. Com essas cantadas, mais as do pirata e da formiga, e meu lema de reciprocidade "Eu sou assim, só dou carona pra quem deu pra mim", minha existência vai ser diversão garantida.

Bólido strikes again!

Ele voltou! Depois de vários meses parado na garagem, e mais outros tantos na UTI e na ala de cirurgia plástica, além de um alarme falso de retorno, o Porsche finalmente está de volta.
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A saga do Fusca parte 1: o estado de coma profundo
O Fusca andava mal das pernas. Lataria amassada, freios quase totalmente inoperantes e, enfim, motor pifado. Já havíamos consultado diversos médicos na cidade, e ninguém conseguiu fazer um diagnóstico correto do nosso carro. Consertavam uma coisa, e logo dava problema em outra. E assim foi, até que o bólido entrou em coma profundo. Nem ligava mais. E ficamos sem saber a quem consultar aqui em Porto Alegre, pois nunca encontravam a causa do(s) problemas(s).
Dai expandimos o campo de busca até o interior do estado, pra cidade onde mora a família do meu pai. Tenho dois primos mecânicos que, diante das nossas aflições, já tinham se oferecido para fazer o trabalho. Como não confiávamos em ninguém por aqui, decidimos passar a bola pra eles. Afinal, é família, eles gostam bastante da gente e sabíamos que eles fariam todo o possível para salvar nosso bólido. Além do mais, a mão de obra no interior é sempre mais barata, e mesmo as peças de Fusca, pelo que constatei saiam mais em conta por lá.
O problema: como diz o título, o bólido estava em estado de coma, e não abria nem os olhos, o motor não fazia nenhum barulhinho. E os mecânicos estavam a aproximadamente 400 km de Porto Alegre. Para que ele tivesse condições de rodar essa distância toda, teria que ser consertado aqui mesmo. Conseguir carona pra ele numa daquelas cegonhas que levam automóveis era uma possibilidade bastante remota. Guinchar daria um prejuízo do cão. E agora?

A saga do Fusca parte 2: a remoção para o hospital
O que eu não contei sobre os primos mecânicos é que eles têm um pai caminhoneiro! De tempos em tempos ele vem a Porto Alegre trazer cargas de produtos agrícolas e volta com carga de adubo ou areia, que nem sempre ocupam todo o espaço da caçamba. Em uma dessas viagens ele voltaria com espaço no caminhão para levar nosso enfermo. E como colocar o carro em cima do caminhão?
Quem tem amigos tem tudo. E meu pai tem muitos amigos. Um deles tem uma representação de materiais de construção, com um depósito enorme. No depósito eles têm diversas empilhadeiras. Levamos (levaram, na verdade, porque era muito cedo da manhã e eu fiquei dormindo) o Fusca puxado pelo carro do pai até esse depósito, ele foi colocado em cima de uma daquelas coisas que ficam como suporte por baixo das pilhas a serem erguidas e, tcharans! o bólido entrou na ambulância!
A viagem transcorreu sem problemas, e começou a longa internação do Porsche.

A saga do Fusca parte 3: alta equivocada
Depois de aproximadamente 3 meses, o carro ficou pronto. Meu pai encarregou-se de pegar o carro, encontrar meu irmão em uma cidade próxima de lá, onde ele estava fazendo um trabalho de campo e, juntos, eles finalmente trariam o carro para casa no domingo do dia das mães.
(Antes que me perguntem porque eu não fui junto, já respondo: eu gosto de indiadas, mas nem tanto assim. 400 km dentro de um Fusca, nem por decreto presidencial.)
Sexta-feira à tarde meu pai pegou carona com um amigo (sempre os amigos) e foi visitar a mãe, para voltar com nosso auto.
Na manhã de domingo, liguei para a casa da vó, para saber que horas o pai sairia. E veio a decepção: o Porshe teve um vazamento na mangueira de combustível, e não seria possível consertá-lo a tempo para a viagem.
Pensei que fosse brincadeira. Achei a maior desculpa furada isso de mangueira de combustível. Falei com meu primo, e ele confirmou. Falei com o outro primo, e ele também confirmou.
Fiquei arrasada.
No fim do dia fui para casa, ainda com alguma esperança de que tudo fosse só uma brincadeira. Meu irmão já havia chegado do trabalho de campo, e também estava aborrecido pelo Fusca. Mas ainda torcíamos para que o pai tivesse enganado os dois, e resolvido vir sozinho.
Não era o caso. O pai voltou de carona, e disse que no próximo sábado o Fusca estaria aqui, que seria trazido pelo nosso tio caminhoneiro (o tio Tide).

A saga do Fusca parte 4: vrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrum, bólido!!!!!
Sexta-feira à noite ligamos para o tio, para verificar se, dessa vez, estava tudo bem com o bólido, e se a viagem estava confirmada. Tudo nos conformes, mal conseguíamos esperar pelo sábado.
No almoço ligamos para a vó (ela está sempre por dentro de tudo), e soubemos que o carro já estava na estrada. Vieram no Fusca o tio Tide e o tio Édio. Como "carro de apoio", vieram atrás mais 3 primos, com uma camionete.
16:15 o porteiro chama no interfone: "Senhor Édio na portaria"
WEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!! Bólido!!!! Finalmente!!!! Vruuuuuuuuuuuum!!!!! Corremos para o elevador, e lá estava ele, lindo e saudável, com aquele ronco do qual os vizinhos já estavam morrendo de saudades.
Na hora peguei o carro e a Ana para dar uma voltinha, ver como tinha ficado. Vruuuuuum!!!! Motorzão 1.600 bombando pela cidade. Subiu lomba como se estivesse em terreno quase plano. E os freios, meu deus, os freios funcionavam!
Tudo lindo e feliz para os donos e amigos do Fusca.
Os vizinhos, infelizmente, não estão muito satisfeitos com a volta do bólido, esses caretas. Mas os filhos pequenos adoraram.
Agora sim o Fusca é um carro bonito e seguro para passear por aí. Rocca, posso, finalmente, ir te buscar para comermos no Burger King (demorou tanto que abriu um no Praia de Belas). Carol, pode avisar teu sobrinho de que tu tem uma amiga fina com um Fusca funcionante. Amante, agora posso te pegar em casa motorizada para passearmos pela cidade. Millu: vruuuuum!
E todos os demais amigos e simpatizantes do Fusca, estamos ai!