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June 6th, 2008

Mais confusões com a chave do Bólido

Meu nome do meio é Gyver, MacGyver

Algumas horas depois de ter trancado o auto com a chave dentro, mais uma proeza aconteceu.
Quando fui tirar o carro da garagem, coloquei a chave n ignição, girei, girei e, de repente, a chave ficou muito leve. Achei estranho, porque o carro continuou desligado. Tchans!!!! A chave quebrou na ignição, e eu fiquei só com a parte de cima na mão =|
Felizmente, a garagem onde o carro estava é do lado do escritório, e do lado de um chaveiro (eu e os meus amigos chaveiros). Fui ao tal sr. Chaveiro, já resignada com o problema. É um Fusca, não dá pra esquentar muito.
O sr. Chaveiro ficou meio preocupado com o relato. Disse que, provavelmente, teria que abrir o miolo da fechadura pra fazer uma cópia da chave, caso eu não tivesse uma sobrando. E a conta passaria dos 80 mangos. Ugh.
Chegando na garagem, tivemos que mover um pouco o carro para um local com mais luz. Como sabem, carros de luxo como o meu não tem essas frescuras de iluminação interna. Empurrado o carro, o meu amigo Chaveiro teve uma outra idéia: abriu a fechadura por trás, de forma que fosse possível ligar o Porsche com uma... chave de fenda! Funcionou perfeitamente, coisa mais fina. Lembrei que poderia ter uma chave reserva em casa, e o prejuízo, então, seria bem pequeno. Só tinha outro problema: o carro não pegava.
Quando o bbbbbbbbbólido voltou da internação, meu tio avisou que a bateria estava ruim, e deveria ser trocada com urgência, pois algum dia nos deixaria na mão. Ele não trocou porque a nossa poderia estar na garantia. A idiota otimista pensou "mas capaz que vai dar problema... Funcionou vários dias, nada vai acontecer." Minha mãe ainda insistiu pra eu ver isso da bateria, mas a cabeça-dura nada. Até que, num belo dia, ela me deixou mesmo na mão.
A volta pra casa nessa noite foi uma coisa sofisticada: a ignição acionada com uma chave de fenda, e o carro ligado pelo empurrão do chaveiro.
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Cada vez mais assaltante do meu próprio carro, resolvi eu mesma tentar tirar o pedaço de chave que ficou na ignição. Desci armada com uma pinça e minha super mixa. Marginal que sou, peguei logo a mixa, e logo na primeira tentativa, consegui tirar a chave.
Também levei junto uma chave de fenda, para tentar ligar o carro. Naturalmente, a tentativa foi bem sucedida, mas a bateria não contribuiu em nada. Descobri, ainda, que a chave de casa, e mesmo aquelas chaves quadriface podem ser usadas para ligar o Fusca. Notem o nível de segurança que tem um carro desses!
Por fim, a última tarefa foi colocar de volta a ignição. Super mega MacGyver, me enfiei dentro do carro por baixo do "painel" (não dá pra dizer que o Fusca tem exatamente um painel), pedi uma ajuda para a Aninha na iluminação (lembrem-se de que o Porsche não tem essas firulas de luzes pra todos os lados) e, com a mesma chave de fenda que usei pra ligar, coloquei o troço de volta no lugar.
Tentei usar a chave que deveria ser a reserva, mas não deu certo. Como eu sou MacGyver, mas sou loira, resolvi não mexer muito, pra evitar que ficasse pior. Então tirei de novo o miolo, pra poder usar o novo método regular de ligação, via chave de fenda.
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Na mesma noite empurramos o Fusca para dar a partida e meu irmão me levou ao Pancho's, na come/bebemoração da Carol. Não quis arriscar andar com o auto sem bateria pelas ruas de Porto Alegre à noite, mas não poderia deixar de passear por ai com essa nova enjambração.