?

Log in

No account? Create an account

Monga

Desde que mencionei a volta do Fusca o público cativo deve estar sentido falta de um acontecimento muito comum na era a.R. (antes da reforma). Pois chega de indagações: hoje, finalmente, eu voltei a trancar o carro com a chave dentro!
Fui almoçar no Praia de Belas com umas amigas da faculdade e, na hora de voltar para o carro, cadê a chave? Procurei em todos os compartimentos da bolsa, nos bolsos do casaco, e nada. Por um instante pensei que pudesse ter deixado as chaves no restaurante. Mas logo me dei conta do que estava acontecendo, e fui para o carro conferir. Felizmente as chaves estavam num lugar super seguro, impossível de perdê-las: na ignição do Porsche.
E então eu, pela quarta ou quinta vez, arrombei meu próprio carro, com a mixa que eu carrego na bolsa justamente para esses fins.
Algum dia eu vou estar fazendo isso em plena rua e a quero ver explicar pra Autoridade que estou arrombando o meu próprio carro porque esqueci a chave dentro.
Algum dia eu talvez instale um alarme e travas elétricas no carro, pra evitar esse problema. O senão é que uma brincadeira dessas custa meio caro. Mais barato continuar com a mixa na carteira, e, de vez em quando, usar até a chave de casa.

Teste de personalidade: também fiz

ESFP (Extrovertido, Sensorial, Sentimental e Perceptivo)
  • Sensorial Perceptivo (chamados Artesões)

SPs desejam estar onde está a ação; eles procuram aventura e anseiam por prazer e estimulação. Marvin Zuckerman, um psicólogo americano, definiu esse tipo como "a personalidade que busca sensação". Os SPs acreditam que a variedade é o tempero da vida, e que fazer coisas que não são divertidas ou excitantes é uma perda de tempo

==============================================================================.

               Você vive num mundo de oportunidades de se criar novas amizades. Você ama as pessoas e as novas experiências, é uma pessoa ativa e divertida, e gosta de estar no centro das atenções. Você vive no presente e absolutamente adora viver uma vida cheia de agitação e de entusiasmo.

Você tem muita habilidade em lidar com as pessoas, e pode até se encontrar com freqüência no papel de conciliador, ajudando pessoas que estão brigadas a fazer as pazes. Já que você toma suas decisões baseando-se nos seus valores pessoais, você transparece ser, na maioria das vezes, uma pessoa muito simpática e preocupada com o bem-estar dos outros, e é comum que você seja uma pessoa generosa e calorosa. Você é uma pessoa muito observadora, e parece poder sentir o que está de errado com alguém antes mesmo que a maioria das outras pessoas o faça, já em seguida encontrando uma solução prática e calorosa para preencher essa necessidade. Você pode não ser a melhor pessoa para dar conselhos que exista, principalmente porque você não gosta de teorias nem de ficar planejando o futuro, mas por outro lado você é ótimo em cuidar das pessoas de maneiras práticas.

Você é definitivamente uma pessoa espontânea, otimista, e que absolutamente adora se divertir. Mas cuidado, pois se você não desenvolver seu lado mais racional e considerar aspectos mais lógicos, você pode acabar se entregando demais a esses prazeres, colocando mais importância no aqui e no agora e nessa gratificação imediata, do que nas suas tarefas e obrigações. Você pode também evitar fazer análises das conseqüências de longo prazo para as suas ações presentes.

Para você, o mundo é como se fosse um grande palco. Você adora ser o centro das atenções e constantemente faz apresentações para as pessoas, pois você gosta de divertir as pessoas e de vê-las felizes; adora estimular as sensações (os cinco sentidos) dos outros, e é extremamente bom nisso; e adoraria se a vida pudesse ser nada mais que uma festa sem fim, com você mesmo sendo o mestre de cerimônias que lideraria toda a curtição.

Você adora as pessoas, e todas as pessoas te adoram. Aliás, uma de suas melhores qualidades é exatamente a de ser amado por todos. Você é animado, entusiasmado, e gosta de verdade de todo mundo. Você é uma pessoa sempre calorosa e generosa com seus amigos, e geralmente trata todo mundo como seu amigo. No entanto, uma vez que alguém te confronte, você cria opiniões fortes e duras contra essa pessoa,  e pode ficar com um profundo desgosto dela.

Você é uma pessoa que quando exposta a uma situação muito estressante fica sobrecarregada de pensamentos e preocupações negativas. Como você é uma pessoa muito otimista e que vive num mundo das mais variadas possibilidades, o pessimismo não se encaixa bem com você. Você se esforça para combater esse tipo de pensamentos, e cria argumentos simples e gerais para fazer o problema desaparecer. Estas explicações simplórias podem ou não estar realmente ligadas ao motivo real do problema, mas de qualquer maneira elas te fazem bem, permitindo que você supere o problema.

Você é uma pessoa muito prática, apesar de você odiar estruturas e rotinas. Você gosta de "dançar conforme a música", confiando na sua habilidade de improvisar em qualquer situação que você venha encarar. Você aprende melhor fazendo, na prática, do que lendo em um livro sobre como fazer, porque você prefere não ter que lidar com coisas teóricas. Se você não desenvolver seu lado intuitivo, terá uma tendência grande a evitar situações que envolvam muito pensamento teórico que sejam de certa forma complexas e ambíguas. Por esta razão, você pode se encontrar em dificuldades dentro do sistema normal de educação, pois esse dá uma importância maior a conceitos abstratos, especialmente na faculdade. Por outro lado, você se dá extremamente bem em situações em que você pode aprender interagindo com outras pessoas, ou onde você pode aprender fazendo.

Você tem uma apreciação muito bem desenvolvida por beleza estética, e uma excelente noção de espaço e função. Se você tiver em condições de comprar, é provável que você tenha muitos bens belíssimos, além de uma casa artisticamente decorada. Em geral, você fica muito feliz com objetos que sejam esteticamente belos. Pessoas como você apreciam as coisas mais finas da vida, como uma boa comida e um bom vinho.

Você é um ótimo integrante de uma equipe. A probabilidade é altíssima de que você não somente não crie problemas no serviço, como também torne o ambiente de trabalho o mais divertido possível na hora de executar suas tarefas e obrigações. Você se dará muito bem em carreiras em que você possa usar sua capacidade de lidar com as pessoas, assim como sua capacidade de fundir idéias, dando-as forma e estrutura. Por ser uma pessoa muito ativa e que gosta de novas experiências, você deveria escolher carreiras que oferecem ou que pedem uma capacidade de lidar com muita diversidade, assim como ótimas habilidades interpessoais.

Você é uma pessoa que normalmente gosta de se sentir uma ligação forte com as outras pessoas, e que tem uma conexão com animais e crianças que não é encontrada na maioria das pessoas. Você aprecia muito, também, as belezas da natureza.

Você tem um tremendo amor pela vida, e sabe como se divertir; você gosta de trazer mais gente para participar contigo nas suas diversões, e é acima de tudo uma pessoa muito divertida e agradável de se ter junto. Você é flexível, adaptável, genuinamente interessado nas pessoas, e, em geral, tem um bom coração. Você tem uma habilidade única de extrair muita diversão da vida, mas precisa tomar cuidado com as implicações ao longo prazo de viver integralmente no momento, sem planejar bem seu futuro.
=====================================================================

Atendendo ao pedido dos tios, o link para o teste é esse

Bólido strikes again!

Ele voltou! Depois de vários meses parado na garagem, e mais outros tantos na UTI e na ala de cirurgia plástica, além de um alarme falso de retorno, o Porsche finalmente está de volta.
===
A saga do Fusca parte 1: o estado de coma profundo
O Fusca andava mal das pernas. Lataria amassada, freios quase totalmente inoperantes e, enfim, motor pifado. Já havíamos consultado diversos médicos na cidade, e ninguém conseguiu fazer um diagnóstico correto do nosso carro. Consertavam uma coisa, e logo dava problema em outra. E assim foi, até que o bólido entrou em coma profundo. Nem ligava mais. E ficamos sem saber a quem consultar aqui em Porto Alegre, pois nunca encontravam a causa do(s) problemas(s).
Dai expandimos o campo de busca até o interior do estado, pra cidade onde mora a família do meu pai. Tenho dois primos mecânicos que, diante das nossas aflições, já tinham se oferecido para fazer o trabalho. Como não confiávamos em ninguém por aqui, decidimos passar a bola pra eles. Afinal, é família, eles gostam bastante da gente e sabíamos que eles fariam todo o possível para salvar nosso bólido. Além do mais, a mão de obra no interior é sempre mais barata, e mesmo as peças de Fusca, pelo que constatei saiam mais em conta por lá.
O problema: como diz o título, o bólido estava em estado de coma, e não abria nem os olhos, o motor não fazia nenhum barulhinho. E os mecânicos estavam a aproximadamente 400 km de Porto Alegre. Para que ele tivesse condições de rodar essa distância toda, teria que ser consertado aqui mesmo. Conseguir carona pra ele numa daquelas cegonhas que levam automóveis era uma possibilidade bastante remota. Guinchar daria um prejuízo do cão. E agora?

A saga do Fusca parte 2: a remoção para o hospital
O que eu não contei sobre os primos mecânicos é que eles têm um pai caminhoneiro! De tempos em tempos ele vem a Porto Alegre trazer cargas de produtos agrícolas e volta com carga de adubo ou areia, que nem sempre ocupam todo o espaço da caçamba. Em uma dessas viagens ele voltaria com espaço no caminhão para levar nosso enfermo. E como colocar o carro em cima do caminhão?
Quem tem amigos tem tudo. E meu pai tem muitos amigos. Um deles tem uma representação de materiais de construção, com um depósito enorme. No depósito eles têm diversas empilhadeiras. Levamos (levaram, na verdade, porque era muito cedo da manhã e eu fiquei dormindo) o Fusca puxado pelo carro do pai até esse depósito, ele foi colocado em cima de uma daquelas coisas que ficam como suporte por baixo das pilhas a serem erguidas e, tcharans! o bólido entrou na ambulância!
A viagem transcorreu sem problemas, e começou a longa internação do Porsche.

A saga do Fusca parte 3: alta equivocada
Depois de aproximadamente 3 meses, o carro ficou pronto. Meu pai encarregou-se de pegar o carro, encontrar meu irmão em uma cidade próxima de lá, onde ele estava fazendo um trabalho de campo e, juntos, eles finalmente trariam o carro para casa no domingo do dia das mães.
(Antes que me perguntem porque eu não fui junto, já respondo: eu gosto de indiadas, mas nem tanto assim. 400 km dentro de um Fusca, nem por decreto presidencial.)
Sexta-feira à tarde meu pai pegou carona com um amigo (sempre os amigos) e foi visitar a mãe, para voltar com nosso auto.
Na manhã de domingo, liguei para a casa da vó, para saber que horas o pai sairia. E veio a decepção: o Porshe teve um vazamento na mangueira de combustível, e não seria possível consertá-lo a tempo para a viagem.
Pensei que fosse brincadeira. Achei a maior desculpa furada isso de mangueira de combustível. Falei com meu primo, e ele confirmou. Falei com o outro primo, e ele também confirmou.
Fiquei arrasada.
No fim do dia fui para casa, ainda com alguma esperança de que tudo fosse só uma brincadeira. Meu irmão já havia chegado do trabalho de campo, e também estava aborrecido pelo Fusca. Mas ainda torcíamos para que o pai tivesse enganado os dois, e resolvido vir sozinho.
Não era o caso. O pai voltou de carona, e disse que no próximo sábado o Fusca estaria aqui, que seria trazido pelo nosso tio caminhoneiro (o tio Tide).

A saga do Fusca parte 4: vrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrum, bólido!!!!!
Sexta-feira à noite ligamos para o tio, para verificar se, dessa vez, estava tudo bem com o bólido, e se a viagem estava confirmada. Tudo nos conformes, mal conseguíamos esperar pelo sábado.
No almoço ligamos para a vó (ela está sempre por dentro de tudo), e soubemos que o carro já estava na estrada. Vieram no Fusca o tio Tide e o tio Édio. Como "carro de apoio", vieram atrás mais 3 primos, com uma camionete.
16:15 o porteiro chama no interfone: "Senhor Édio na portaria"
WEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!! Bólido!!!! Finalmente!!!! Vruuuuuuuuuuuum!!!!! Corremos para o elevador, e lá estava ele, lindo e saudável, com aquele ronco do qual os vizinhos já estavam morrendo de saudades.
Na hora peguei o carro e a Ana para dar uma voltinha, ver como tinha ficado. Vruuuuuum!!!! Motorzão 1.600 bombando pela cidade. Subiu lomba como se estivesse em terreno quase plano. E os freios, meu deus, os freios funcionavam!
Tudo lindo e feliz para os donos e amigos do Fusca.
Os vizinhos, infelizmente, não estão muito satisfeitos com a volta do bólido, esses caretas. Mas os filhos pequenos adoraram.
Agora sim o Fusca é um carro bonito e seguro para passear por aí. Rocca, posso, finalmente, ir te buscar para comermos no Burger King (demorou tanto que abriu um no Praia de Belas). Carol, pode avisar teu sobrinho de que tu tem uma amiga fina com um Fusca funcionante. Amante, agora posso te pegar em casa motorizada para passearmos pela cidade. Millu: vruuuuum!
E todos os demais amigos e simpatizantes do Fusca, estamos ai!

Mais cantadas infalíveis!

Mais cantadas infalíveis. Essas só perdem para a da formiga e do pirata, que sem sombra de dúvida são as duas melhores cantadas da história
====
01. Você é o ovo que faltava na minha marmita.
02. Eu beberia o mar se você fosse o sal.
03. Não sabia que flor nascia no asfalto.
04. Tô fazendo uma campanha de doação de órgãos! Quer o meu?
05. Nossa, você é tão linda que não caga, lança bombom!
06. Ohhh… essa muié e mais um saco de bolacha, eu passo um mês…
07. Você é sempre assim, ou tá fantasiada de gostosa?
08. Você é a areia do meu cimento.
09. Ahhh se eu pudesse e meu dinheiro desse!
10. Suspende as fritas…. o filé já chegou!
11. Você não usa calcinha, você usa porta-jóia.
12. Aê cremosa… Vou te passar no pão e te comer todinha!!
13. O que que esse bombonzinho está fazendo fora da caixa??
14. Você não é pescoço mais mexeu com a minha cabeça!
15. Sexo mata!!! Quer morrer feliz?
16. Vamos pra minha casa fazer as coisas que eu ja falei pra todo mundo que a gente faz?
17. Você é a lua de um luau…. Quando te vejo só digo - uau uau!
18. Nossa, quanta carne…. e eu lá em casa comendo ovo!
19. Essa sua blusa ficaria ótima toda amassada no chão do meu quarto amanhã de manhã!
20. Se você fosse um sanduíche teu nome ia ser X-Princesa…


Já to me preparando para o caso de vir homem na próxima encarnação. Com essas cantadas, mais as do pirata e da formiga, e meu lema de reciprocidade "Eu sou assim, só dou carona pra quem deu pra mim", minha existência vai ser diversão garantida.
Estimulando a litigiosidade
Amigos, decidi começar uma campanha para que vocês lutem pelos seus direitos. Meu interesse nisso tudo é nenhum. Sugiro por puro altruísmo, preocupação com a felicidade de vocês.
Pensem bem, e vejam se não tem alguém que vocês queiram processar. Ou uma pessoa, ou uma empresa, ou o Estado, ou a prefeitura. Aliás, acho que é também um momento bom para os que são casados avaliarem mesmo se o marido ou a esposa é a pessoa dos sonhos, e se vocês não estariam melhor sozinhos. Pensem, pensem bastante.
Se lembrarem de alguma coisa, nunca se esqueçam da sua grande amiga, a dotôra adevogada que vos escreve.
=========
Mande a Carol para a Alemanha
Outra campanha de hoje, em NADA relacionada com o assunto acima, é a de apoiar como for possível a ida da Carol pra Alemanha (o único veto no suporte é querer saber da dissertação, o que já foi terminantemente proibido pela prórpria, e eu é que não vou ser louca de contrariar). É muito importante que ela vá nesse ano mesmo, pra não perder tempo na carreira acadêmica.
Portanto, vamos torcer pela nossa amiga, e pra que a banca que seleciona os bolsistas seja sensata e faça uma boa escolha. Por que, se não fizerem, vão apanhar. Ou misteriosos acidentes vão acontecer com as pessoas que roubarem a vaga da Carol....
=========
Por fim, algumas considerações que também nada tem a ver com as duas campanhas: decidi que já tá na hora de ter um auto comprado com meu próprio dinheiro. Os requisitos do carro candidato são só três: ser econômico, ter ar condicionado, e provir de uma fonte confiável. E, vejam que sorte, o carro da Carol preenche todos esses requisitos! E, logicamente, se ela for pra Alemanha, vai ter que vender o carro. Um possível comprador só precisa juntar dinheiro pra pagar, e tem até setembro pra isso.
Então lembrem de lutar pelos seus direitos e torçam pela nossa amiga Carol!

De volta ao roquenrrou

Na segunda passada voltei pra aula de guitarra. Não existe uma boa explicação de porque eu passei tanto tempo sem aparecer. É a típica situação na qual um dia tem um problema, no outro a pessoa tá cansada, ou tá sem grana, e, depois de um tempo, já foram tantas aulas matadas que nem tem mais porque aparecer. Grande bobagem.
Felizmente, voltei pras aulas. Pra quem esteve na vagabundagem musical por mais de 6 meses (peguei o violão muito esporadicamente nesse meio-tempo), fui muito bem no retorno. O som tava saindo até mais limpo do que nas últimas aulas. Só falta tirar a "ferrugem". Fui tão bem que o professor até me ensinou uns acordes novos.
===
Mas o post é sobre o motivo por que voltei pra aula.
Já estava me sentindo meio culpada de ter a guitarra lá em casa, jogada no canto do esquecimento. Porém, nunca fazia nada a respeito. Então, teve o show do Iron Maiden.
Eu não fui ao show. Não quis pagar os 10% de taxa de entrega, me enrolei pra ir lá comprar e, quando vi, tinham acabado os ingressos. Se o depto. financeiro tivesse liberado, gostaria de ter ido de cadeira, porque a chance de eu realmente conseguir ver o show seria maior. Mas não comprei ingresso nem pra pista, nem pra cadeira, nem pra coisa nenhuma. O programa da noite, portanto, foi dormir.
Sonhei que tinha ido no show do Iron (que criativo...). Mesmo sem o ingresso, fui pra porta do Teatro (no meu sonho, o show era no Teatro do Bourbon Country) e, nas últimas músicas, me deixaram entrar. Mas eu não entrei em um lugar qualquer... Me chamaram para assistir ao show no palco, confortavelmente sentada numa cadeira. Já havia outras pessoas sentadas nas suas cadeiras no palco, eu fui a última a chegar. E depois os tios da produção vieram me lembrar que na próxima música eu seria a guitarrista. Nem lembro qual a música, mas eu sabia que era uma bem fácil. Ai entrei em desespero, porque, apesar de saber que eu conhecia a música, EU NÃO APARECIA NA AULA NEM TOCAVA GUITARRA EM CASA HÁ MAIS DE 6 MESES! Obviamente seria um fracasso total se tentasse improvisar ali na hora. Nem tive coragem de tentar, e assisti ao resto do show sentadinha na cadeira, inconformada com a minha vadiagem. Não conseguia acreditar que a procrastinação me fez perder a chance de tocar no show imaginário do Iron Maiden.
No dia seguinte, pra evitar a perda da oportunidade no próximo sonho, liguei pro meu profe querido e agendei aulas até o fim do semestre.
Depois de meses sem postar nada, consegui arranjar alguma coisa para colocar no blog. Infelizmente, é mais um desabafo do que alguma coisa suuuuuper interessante ou engraçada.
Hoje foi um dia pavoroso nas minhas relações com o Poder Judiciário do Estado.

1. Regras sem sentido
No meio da manhã liguei pro Fórum da Cidade Litorânea T, porque preciso ir pra lá pegar um documento (alvará) no cartório* e, com ele, sacar dinheiro da conta de um falecido para pagar impostos atrasados dos imóveis que estão no inventário. Não queria sair de Porto Alegre sem ter certeza absoluta de que estava tudo certinho.
Bem: liguei pra verificar, e a telefonista disse que não podia me passar pro tal setor (cartório 1), porque eles não atendem o telefone de manhã. O motivo? Nenhum. Simplesmente não atendem. O outro setor (cartório 2) atende. Eles fazem as mesmas coisas. Quer dizer: não tem nenhum sentido a restrição.

2. Desrespeito às regras existentes
Ainda hoje de manhã, combinei de encontrar o Chefe no Fórum Central, aqui em Porto Alegre, para resolvermos em dupla alguns problemas. Fomos a um certo setor (cartório X) para pegarmos um alvará. O documento saiu no meu nome, e da cliente Y, e no de ninguém mais. Isso significa que só eu ou a cliente Y poderíamos pegar o documento. Nunca, de forma alguma, a estagiária da advogada da cliente Z, que não tem nada a ver comigo.
Mas, vejam que mundo estranho. O documento tinha sido retirado justamente pela estagiária da advogada da cliente Z. Ok, é apenas um papel sem importância que serve pra eu poder ir ao banco sacar todo o dinheiro que tem na conta. Mas tudo bem o servidor do cartório entregar o documento pra quem não tem nada a ver com o assunto, e nem pode fazer alguma coisa com ele.
Contatamos a estagiária que levou o tal alvará, e ela disse que entregou para a chefe. Até agora to tentando falar com a dignissima colega, para resolver o problema, pegar meu alvará, e sacar o dinheiro pra entregar pra cliente.
Super responsável esse pessoal do cartório, que deixa estagiários levarem documentos importantes que não lhes dizem respeito.

3. Novas regras sem sentido, e desrespeito às regras existentes
À tarde, mais contato telefônico com um Fórum, dessa vez, o da Cidade do Interior S. A secretária da juíza me telefonou, retornando uma ligação que eu tinha feito há uns 5 dias atrás, pedindo para marcar um horário para conversar com a juíza titular do processo.
Agora uma digressão, para explicar porque eu preciso falar com a juíza titular do processo, e porque esperei alguns dias por uma ligação:
Já devo ter comentado com muitos de vocês a decisão bizarra que um juiz deu num inventário. Ele mandava intimar o réu dos documentos juntados. Mas o réu num inventário, minha gente, é o próprio falecido! Primeiro que, naquele caso, não tinha nenhum documento pra mostrar pra ninguém, a não ser para o próprio juiz (que nem deve ter visto). Segundo, vamos intimar o réu onde?! No cemitério? No Além? Alguém conhece um bom médium para enviar mensagens para o outro lado?
Liguei e reclamei do despacho sem pé nem cabeça, e a servidora, até meio constrangida com a falta de respeito (onde já se viu, mandar intimar um morto?), devolveu o processo pro juiz redigir uma nova decisão. Por que, na verdade, eu tinha escrito umas 20 páginas de lamúrias a respeito da inconstitucionalidade de blablabla**, e pedi que o juiz, então, declarasse blablabla inconstitucional. E era uma decisão sobre isso que eu estava esperando quando vi na internet que havia novo despacho. Então, para minha grande surpresa, o juiz decidiu que... QUE DEIXAVA DE DECIDIR porque na opinião letrada dele, o assunto era pra um outro processo! Genial! Que bela forma de se livrar do trabalho! Mas o gênio esqueceu da aula do quarto semestre de faculdade, que diz que o juiz tem poder pra decidir sobre a inconstitucionalidade de blablabla direto no processo, não precisa fazer uma papelada nova só pra isso.
Mas, claro, decidir nesse sentido é trabalhoso, e ele tem 2 meses de férias. Não pode perder tempo com processos tendo que decidir o que vai fazer durante 60 dias no ano.
Diante do absurdo, tive um piriri, mas, como faltavam 15 dias para a juíza titular voltar das férias, decidi esperar que voltasse, para tentar fazê-la decidir sobre o assunto. Nem que fosse pra dizer que blablabla é constitucional e eu to errada.

Então retorna minha ligação a srta. A, assessora da juíza, me informando que hoje Sua Alteza Real não poderia me receber, mas no dia dezessete de março ela tinha espaço na sua agenda para uma humilde “adevogada”. Uau, que sorte a minha! Dezessete de março! É só daqui a duas semanas! Quanta bondade!

Montei num porco. Por lei, Suas Excelências deveriam receber os advogados todos os dias, em qualquer horário. Na prática, marcam geralmente dois dias por semanas, no qual atendem advogados e partes (as pessoas que participam do processo). É questionável a restrição, às vezes há situações de urgência, mas eles também precisam se organizar. Mas Sua Majestade da Cidade do Interior S não pode fazer tamanho esforço. Desconfio que se for o cara do Ministério Público, Sua Alteza Real vai recebe-lo na hora. Mas se for um da “crasse”... oras, esse que se dane.

Pensei em apresentar queixa à Corregedoria, mas preciso da boa-vontade da Meritíssima, então desisti. Ainda cogito reclamar para a OABê, que é sempre muito rápida e eficaz na defesa das prerrogativas da “crasse”.

4. Mais regras sem sentido, mais desrespeito às regras existentes

Para terminar bem o dia, liguei de novo para o Fórum da Cidade Litorânea T, para finalmente descobrir se estava tudo certo com o documento.
Adivinhem?! Não estava! Curioso, eu sei, dado o bom nível de prestação de serviços que eu pude observar durante o dia.
Apesar de eu constar como dotora adevogada no processo, meu nome não estava no alvará. Perguntei se a moça poderia fazer uma correção (na verdade, eu sabia que ela tinha o dever de corrigir, mas dessa vez preferi a abordagem tranqüila, calma e com palavras bonitas), e ela foi consultar algum colega.
Depois de algum tempo, ela me diz que, além de não poder fazer a correção, nem eu, nem o Chefe (cujo nome constava no alvará) poderíamos pegar o documento e utilizá-lo para sacar dinheiro no banco para pagar uns impostos atrasados nos imóveis inventariados. Isso porque o colega genial tinha verificado que na procuração não constam poderes para...  para dar e receber quitação!
Me digam, entediados leitores, onde está a necessidade de quitação nessa coisa toda?! Vai sair um dinheiro que deve ser usado pra pagar impostos. Se alguém vai dar quitação, esse alguém vai ser a prefeitura, que é a credora do IPTU. Mas isso  nas cabeças atormentadas minha e do Chefe. Pois nas cabeças do servidor e da escrivã, é preciso poder para dar e receber quitação.
Tudo bem que faz uns 5 meses que eu to tentando tirar esse maldito alvará, mas ele nunca sai, porque até que o juiz decida e os servidores do cartório façam o maldito papel, o valor da dívida já mudou. Tudo bem que isso vai dilapidando o patrimônio do espólio.
Agora engraçado mesmo é que o juiz mandou expedir o alvará (mesmo com atraso, mas isso nem importa mais) e ponto final! Se ele disse que era pra expedir, e assinou o papel, já era! O que o escrivão ou o servidor acham não interessa. A mulher fica se achando mais real do que o rei, e inventando umas regras idiotas. Se o juiz mandou, ela tem que cumprir e pronto. Mas não. Ela me disse que eu até posso pegar o papel, mas não vou ter autorização pra usá-lo no saque das quantias. Entretanto, contudo, todavia, se meu nome tá no papel pra poder tirá-lo de dentro do fórum, vai estar pra sacar o dinheiro. Claro, depois dessa confusão toda, ela não vai mais dar documento nenhum, e o espólio que se foda, vai se dilapidando, e o advogado que se foda, vai ficar ouvindo os 37 herdeiros (é verdade, são 37 mesmo, a falecida deixou um testamento) reclamando que o processo só demora. Agora vocês podem ver que nem sempre a "crasse" é sacana. A gente tenta trabalhar, mas algumas pessoas no Poder Judiciário não ajudam. E, além de não ajudar, atrapalham.
Quase 5 meses pra tentar resolver um assunto que se resolve em 20 dias. Dá vontade de mandar a escrivã cuidar do processo, e de passar o telefone dela para os clientes, quando eles ligarem desesperados com a demora do processo.

Resumo da história: hoje passei o dia nervosa. No rolo com a assessora da Alteza Real eu chorei e me escabelei, e gritei. Não funcionou. Depois, eu tentei ser cordial e educada. Também não funcionou. Foi um dia de fúria.
Geralmente eu adoro meu trabalho. Gosto de me vestir bem linda, sair de casa, ir ao Fórum bem chique, resolver os problemas, conversar com os clientes, escrever petições geniais. E tem todo o glamour da profissão, que eu também adoro.
Mas hoje eu tive vontade de me rasgar de ódio, jogar no lixo a carteira da OABê e ir procurar outra profissão. A de juiz, por exemplo, que ganha entre 10 e 20 mil reais (dependendo de onde trabalha), tem 60 dias de férias (mais uns 20 de recesso, dependendo de onde trabalha), e pode sair fazendo barbaridades nos processos. Azar de quem não gostar. Vá se queixar pro Bispo, ou pra Corregedoria, se quiser que o processo não ande mesmo.
Raiva, muita raiva. Não foi a primeira vez, mas nunca tantas coisas idiotas tinham acontecido em tão curto espaço de tempo. Não sei se em uns 3 ou 4 anos não vou ganhar uma úlcera, porque esses desmandos e essas confusões me irritam demais. Eu posso não ser uma adevogada brilhante, mas eu me preocupo muito. O que falta de talento sobra de indignação e preocupação com as coisas que estão erradas. Sobra de esmero pra tentar resolver os problemas numa boa. Mas têm dias em que é foda. Dá vontade de mandar todo mundo pra puta que pariu, e virar, sei lá, juíza. Só pra dar despachos que vão transtornar a pobre advogada que vai lê-los. Escrever umas besteiras e depois ir correndo pra clínica de estética gastar o precioso dinheiro dos contribuintes no Botox nosso de cada dia.
Ufa.

Algum dia retomaremos nossa programação normal, com posts alegres divertidos e relativamente freqüentes.

*Os processos ficam nos cartórios dentro do fórum. Tem os cartórios cíveis, os criminais, os de família, e pode ter mais de um cartório cível ou criminal, dependendo do tamanho da localidade.
**Mesmo que eu dissese o que eu entendo inconstitucional, todo mundo ia ler blablabla mesmo, então poupei os já entediados leitores dos termos jurídicos maçantes.

International Talk Like A Pirate Day

Aye!

You are The Cap'n!



Some men and women are born great, some achieve greatness and some slit the throats of any scalawag who stands between them and unlimited power. You never met a man - or woman - you couldn't eviscerate. You are the definitive Man of Action, the CEO of the Seven Seas, Lee Iacocca in a blousy shirt and drawstring-fly pants. You’re mission-oriented, and if anyone gets in the way, that’s his problem, now isn’t? Your buckle was swashed long ago and you have never been so sure of anything as your ability to bend everyone to your will. You will call anyone out and cut off his head if he shows any sign of taking you on or backing down. If one of your lieutenants shows an overly developed sense of ambition he may find more suitable accommodations in Davy Jones' locker. That is, of course, IF you notice him. You tend to be self absorbed - a weakness that may keep you from seeing enemies where they are and imagining them where they are not.




What's Yer Inner Pirate?

brought to you by The Official Talk Like A Pirate Web Site. Arrrrr!

7050 km em 11 dias - dia 1

Depois de algum tempo no escritório, finalmente tirei uns dias de férias. Férias mesmo, e não os constantes feriadões que eu sempre faço. Assim que o Xando, meu primo fã de viagens de carro longas e em curto espaço de tempo, falou que planejava uma viagem pela Argentina, logo me inscrevi na lista de passageiros. Consegui vaga, e fiquei contando os dias para a viagem.
07 de agosto chegou o dia. A saída estava marcada para as 14:00, mas nessa hora meu primo estava vendo algum paciente no hospital, e eu estava maluca tentando sacar mais de R$ 1.000,00 no Banco do Brasil, pra fazer câmbio depois. Quando cumpri todas as tarefas, peguei um táxi e fui corendo pra casa. Óbvio que não fez diferença, porque meu primo só foi chegar aqui as 17:00.
Completando a lotação do auto, meu irmão, Ana Carolina - amiga do primo e a dona Maria, também chamada de "mainha", mãe da Ana.
3 horas depois do previsto, saiu a excursão. A idéia era passear uns dias no Uruguai, depois ir ver as baleias francas em Puerto Madryn, na patagônia atlântica argentina. Na volta, passaríamos uns dias em Mar del Plata e Buenos Aires.
No dia 1, o plano era ir até Punta del Este. Apesar do mega atraso, o percurso foi cumprido com sucesso. Só paramos para abastecer, e no Chuí pra comprar chocolates.

===
A vida de fina em Punta del Este
Punta era o único lugar onde tínhamos reservado hotel. Felizmente, foi bem fácil encontrar o lugar.
Descarregamos as malas, e logo procuramos algum lugar para jantar. Infelizmente, depois da 1 da manhã, numa terça-feira de inverno, Punta del Este não tem muitas opções gastronômicas a oferecer. Elas se dividem em fast food de posto de conveniência, e jantar no refinado e fru-fru hotel Conrad, aquele enorme, que tem um cassino.
A fome era grande, e também a cara-de-pau. Sujões, com nossas humildes roupas de turistas e cara de cansaço, resolvemos dar uma olhada no restaurante do Conrad. Estávamos preparados para ver algo como 15 dólares uma fatia de pão. Para a nossa surpresa, os preços eram acessíveis.
Claro que não é o preço de uma refeição no RU, mas para ser um local tão fino, e estar aberto tão tarde, era bastante aceitável. Ficamos por lá mesmo.
===
A comida e o serviço estavam ótimos. Os garçons eram gentis até demais, a gente ficava sem graça. Eram do tipo que viam o copo vazio, e corriam para enchê-lo.
Ficamos bem nutridos e voltamos para o nosso hotel humilde, pobre porém honrado. Capotamos na cama.

Esse Veríssimo é incrivelmente bom

Efeito Salutar
Luis Fernando Veríssimo

Não se sabe se a elite vai para a cadeia nos países desenvolvidos porque as cadeias são melhores ou se as cadeias são melhores porque a elite as freqüenta. Mas um dos efeitos desse novo ímpeto da Polícia Federal de prender suspeito de corrupção não importa o título ou o saldo bancário pode ser uma melhoria, finalmente, do vergonhoso sistema carcerário brasileiro. Haveria um sensível aprimoramento de instalações e serviços nas nossas prisões com a qualificação da sua população. É só o ímpeto continuar.

Não seria nem demais pensar que no futuro houvesse um sistema de cotações - cinco estrelas para prisões com celas executivas, por exemplo - e a possibilidade de o condenado escolher sua penitenciária na hora da sentença, o que asseguraria o funcionamento do sistema em bases empresariais. As empresas teriam interesse dobrado em investir em boas penitenciárias, as empreiteiras em construí-las e as financeiras em financiá-las, para garantir sua participação num novo e lucrativo mercado e porque a qualquer hora um dos seus dirigentes poderia estar ocupando uma cobertura.

O novo e saudável hábito pode ter desdobramentos inesperados. O inevitável progresso dos serviços penitenciários serviria como incentivo para confissões voluntárias. Acabariam as lutas jurídicas, a indústria de liminares e a proliferação de habeas corpus, desafogando o nosso sistema judiciário, já que muitos acusados prefeririam reconhecer sua culpa e ir logo para a cadeia, escolhendo a que tivesse sauna, clube de lazer ou ginásio e vista, ou de acordo com a programação da TV a cabo.

Conhecendo-se o mercado de imóveis no Brasil, é claro que haveria o risco de as construções de luxo excluírem as construções de prisões populares e de os criminosos comuns ficarem sem cadeia, o que aumentaria a insegurança nas ruas. Mas dentro dos muros de penitenciárias modernas e confortáveis, a elite brasileira viveria o seu sonho de segurança total: guardas 24 horas por dia e o convívio exclusivo dos seus pares.

Publicado na Zero Hora de hoje.